Por: redação brazilianwill
01/04/2025, 11:20

Dia da Mentira: Por Que o 1º de Abril Virou o Dia das Pegadinhas? Entenda a História

O 1º de abril é conhecido como o Dia da Mentira, mas poucos sabem que sua origem está ligada a uma mudança no calendário ocorrida na França do século XVI. Mais do que uma simples data para pegadinhas, o dia revela aspectos curiosos sobre a comunicação, a confiança e até o comportamento coletivo.

A troca de calendário e a origem da brincadeira

Até 1564, a chegada do novo ano era comemorada entre o fim de março e o início de abril. Com a adoção do calendário gregoriano pelo rei Carlos IX, o Ano Novo passou a ser celebrado em 1º de janeiro. Quem manteve a tradição antiga virou alvo de zombarias — e assim nasceram as primeiras brincadeiras do “1º de abril”.

O “Bobo de Abril” se espalha pelo mundo

Na França, os chamados poissons d’avril (peixes de abril) simbolizavam essas pessoas “enganadas”. A tradição ganhou versões locais em diversos países, sempre com o mesmo espírito: inventar histórias inofensivas, fazer piadas ou colocar a criatividade à prova.

E no Brasil?

Por aqui, o 1º de abril se popularizou no século XIX com a criação do jornal satírico A Mentira, em Minas Gerais. Ele publicava notícias falsas como forma de entreter, e isso ajudou a fixar a data como o "Dia da Mentira" no país.

Mentiras inofensivas ou perigosas?

Embora o espírito da data seja leve, o excesso de fake news e desinformação nos tempos modernos levanta o debate: será que ainda faz sentido celebrar o Dia da Mentira? Em tempos de internet, uma mentira aparentemente inofensiva pode ter consequências reais.

Curiosidade bônus: a maior mentira já contada no 1º de abril

Em 1957, a BBC transmitiu uma “reportagem” mostrando colheitas de espaguete na Suíça. Milhares de pessoas acreditaram — e até pediram sementes para plantar em casa. Um clássico das pegadinhas jornalísticas.

Conclusão

O 1º de abril pode parecer apenas uma data para brincadeiras, mas sua origem histórica e impacto cultural mostram como tradições evoluem e se espalham. E no fim das contas, nos lembra de rir um pouco — mas também de pensar no poder das palavras.


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